sexta-feira, 14 de novembro de 2008

The nights


The stars, the sky and the moon, that looks like a giant cookie...

O caminho torna-se pesado, nem tudo que parece linear o é, as coisas têm demasiadas curvas quando não as deviam ter...
Passo a passo continuamos a cavar a nossa cova, uns chamam a isso destino, eu prefiro chamar linearidade. Linearidade porque?
Porque é uma das únicas coisas que não complica muito, nós morremos depois de termos nascidos, o intervalo de tempo que está entre essas duas datas é que pode variar, mas enfim, não é esse o tema principal.
Ele caminhava como se para a sua cova, o fundo da rua parecia-lhe cortar a garganta, faltava-lhe algo, algo que lhe aquecia a alma, como naquele tempo, algo impercionantemente amoroso, que estava sempre perto e sempre tão distante, mas estava lá. “Não se pode ter tudo aquilo que se deseja” pensava ele desmotivado numa tentativa de se desculpar e se sentir melhor por aquilo que lhe faltava, mas desculpar-se era o que ele mais tinha feito nestes últimos dias, parecia quase como se não pertencesse mais ao universo dos seres normais, transportara-se para um mundo de desculpas onde ele vivia envolvido pelas suas próprias mentiras tudo isso porque ele precisava de algo...
“Nem tudo esta perdido, um dia voltarei a encontrar aquilo que preciso” mas mesmo esta desculpa não servia, ele sabia que nunca iria voltar a encontrar aquilo que perdeu. Normalmente quando se perde algo, mesmo que se volte a encontrar não volta a ser a mesma coisa, o medo de se voltar a perder a mesma coisa é demasiado grande, mas isso claro no caso de se voltar a ter... e ele sabe disso
Muito desanimado ele continua a percorrer a ruela e começa a olhar o céu, ele estava especialmente brilhante nessa noite, as estrelas pareciam pequenos diamantes perdidos num rio imenso, diamantes inalcançaveis de valores incalculáveis, a própria lua estava extremamente grande, parecia que alguém tinha-a puxado para mais perto da terra, de tal forma que a lua quase beijava o nosso planeta, esta imagem ajudava-lhe a esquecer os seus sentimentos. Mas no fim de contas nada mudara...

In the end he just misses what he lost…

terça-feira, 7 de outubro de 2008

The Sensation


Ali estava ele, em pé a fumar um cigarro.
O fumo saia-lhe pelas narinas, a nicotina subia-lhe a cabeça e ele sentia-se bem, simplesmente se sentia bem...
Chovia como se alguém estivesse com uma mangueira de alta pressão ligada e deitava água através das nuvens. Formavam-se cascatas quando se olhava pela esquina e via-se a parte lateral do edifício, estas paredes de água que entoavam sons de desespero pelas próprias gotas de água que caiam sem piedade no chão.
Ele continuava a fumar o seu cigarro, já ia a meio, assemelhava-se a um dragão quando o fumo saia pelas suas narinas. O fumo parecia que não se queria dissolver então subia como um balão até se perder de vista.
A despedida da beata e do seu lábio não era longa, segundos a segundos eles se viam outra vez, e cada vez menor era o tamanho do pequeno objecto.
Chega ao fim e ele olha para cima, o céu cinzento não ajudava o seu animo, mas aquele pequeno objecto que tinha acabado de fumar lhe dera uma outra visão.
Agora, o cigarro é uma escapatória? Será ele isso?
Ele é mais uma protecção.

sábado, 27 de setembro de 2008

The Truth Behind The Mistake


Como tenho tentado vir a explicar, nós seres humanos não somos mais do que seres que estão constantemente a errar. Haverá maneiras para que a nossa margem de erros seja reduzida?? Mas não será isso o sonho de qualquer Homem, não errar, ser o máximo de perfeito possível??
Bem uma das maneiras que tenho vindo a descobrir para não errar tanto quanto os outros ou no mínimo ver o meu erro antes que ele aconteça.
Sei que esta ideia pode ser um bocado estranha mas é como nos vivermos o contrario ou vivermos no mundo paralelo em que vivemos.
Lembro me de uma parte do primeiro matrix, a parte em que o Neo depois de tomar a pílula vermelha toca no espelho e é absorvido por ele, Neo acaba de passar de uma realidade para a outro, no caso dele, ele passa de uma mentira para realidade. No nosso caso e parecido, temos que nos ausentar deste mundo e libertar a nossa alma, seria como olharmos para nos atreves de um espelho, o corpo no mundo real, onde se erra e a nossa alma a olhar para nos através de um espelho onde poderemos ver os nosso erros antes que aconteçam. A teoria e muito bonita, mas conseguir isto é muito difícil, aceito criticas a dizer que eu sou louco, mas a realidade é que sairmos do nosso corpo que é simplesmente um objecto que apodrece ao longo do tempo e conduzi-lo sem o auxilio do nosso total potencial espiritual leva-nos a uma morte rápida e desinteressante...
E ponto final.......

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Welcome back


Bem passou se algum tempo desde a ultima vez que escrevi no blog, mas aqui estou eu, Dirk is back.
Aqui esta a minha vida e continua a estar, houve mudanças nela, algumas bastante significativas, passei por maus bocados que de uma certa forma me abriram os olhos, doenças que me puseram de arrastos e estados de outro mundo que ajudaram a reflectir o significado deste fiel amigo que é o Nuno...
Apesar de tudo ter um inicio e um fim este blog ainda não chegou ao seu mesmo que me tenha passado pela cabeça inúmeras vez de carregar no botão “erase” da pagina.
Agora aos pontos importantes, espero que tenham tido saudades, se sim eu sou uma péssima pessoa por vos ter feito esperar pela continuidade do blog, se não então eu também sou uma péssima pessoa por encher a internet com parvoíces que não interessam a ninguém.
Chegamos sempre a mesma pergunta, quando lê-mos um texto que fala ou tenta explanar a vida de uma outra pessoa, será que a nossa vida realmente é importante para os outros ou será que a minha vida têm significado??
Quem pensa assim perdoem-me por mais que queira vos agradar penso que nós não existimos no termo espiritual da questão, sim existimos fisicamente, porque podemos nos ver uns ao outros todavia, não temos significado, tentem como quiserem e se chegarem a uma resposta coerente avisem me que ainda a procuro...

Obrigado a todos que me apoiaram...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Blue Eyes


eu tenho estes olhos azuis, com os quais eu olho o mundo. Estes olhos olham da mesma maneira como olhos castanhos, verdes, pretos ou cinzentos. Mas o que é que estes olhos azuis vêem?
Eles vêem destruição e criação, vêem ódio e amor eles vêem inimigos e amigos, eles conhecem uma realidade, eles querem viver felizes, sem que uma enchente de lágrimas destrua os seus sonhos, eles querem ser felizes, mas será isso possível? Será possível estes olhos não chorarem mais?? Bem, o mundo na verdade é negro, como uns pulmões de um fumador, podre, precisara-se um remédio para o curar, ou melhor um implante de uns outros pulmões que estariam em melhor saúde mas parece que não existe um doador compatível. Os meus olhos vêm corrupção, uma corrupção que é tão difícil de acabar, porque a corrupção tornou-se quase voluntária, agora até já existem tabelas de preços...
Estes olhos azuis vêem um sol, brilhante, que todos os dias ilumina a escuridão deste mundo mas não o consegue purificar, por isso tornou-se mais forte e o próprio sol esta a querer destruir o mundo, estes olhos azuis gostariam de ser brancos, brancos para saram cegos e assim conseguir esconder esta tristeza atrás deles e nunca mais ter que ver uma espécie a destruir aquilo que outrora eles criaram...

domingo, 3 de agosto de 2008

O Manual do Falhado


Diria que se houvessem livros com este titulo teriam muito mais êxito que propriamente aqueles que dizem “como obter o sucesso”
Aprender com os erros sempre foi o melhor ensinamento do ser humano, apesar de não ser necessariamente preciso errar para que se aprenda, sabermos que esses erros são possíveis e evita-los é uma boa forma, mas talvez nunca teremos a certeza que será um erro.
diria que errar é como um diário, vai se apontando cada falhanço e mais tarde pode se ir rever o erro e evita-lo...
a linearidade destes acontecimentos não é assim tão óbvia, quando um erro se entranha no nosso organismo muito dificilmente ele volta a sair mas sabemos que foi um erro após a confrontação da moral...
agora, depois de uma série de erros e umas páginas escritas nesse mesmo diário, ele pode se tornar um manual tanto para mim como para os outros que poderão ouvir as minhas histórias...
comunicação, um elo essencial, nas relações entre Homens, e também a melhor maneira de ensinar...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

suicídio...


Como é que se sentiriam se soubessem que se estão a suicidar?
Bem é o que estou a fazer, suicidar me aos poucos, destruir o meu corpo lentamente, não se nota por fora, mas por dentro estou apodrecer lentamente até que não reste mais um bocado de tecido que me possa sustentar a vida.
A questão que se coloca é muito simples, o que fazer, o que fazer para evitar isso? Bem há algumas maneiras, mas nenhuma parece adaptar-se ao estilo de vida, a perspectiva futura que procuro...
Há salvação, é simples, um material que me pode salvar, basta tê-lo ao meu lado e tudo parece bom, mesmo o futuro brilha, mas é tão complicado agarra-lo, é como água parece existir em grande quantidade mas no fundo não conseguimos agarra-lo com as mãos, foge-nos pelos dedos, atravessa-nos o corpo...
O passado não pode ser mudado, o futuro pode ser construído mas é no presente que estão as respostas para as perguntas que coloco.
Que faço eu aqui? Vale a pena salvar-me? Vale a pena continuar a lutar?
Espero um dia receber uma resposta, não é necessário um frase, nem uma palavra, um olhar basta...

terça-feira, 22 de julho de 2008

novo projecto

espero que toda gente possa apoiar o nosso novo projecto, Music Project From São Tomé, www.mpfst.blogspot.com
neste blog vamos postar musicas de feitas por sãotomenses para o mundo...

a primeira musica postada foi a "Paz" pela "Mafia Kriminal" e aqui está ela, digam se gostaram paz.mp3 - Mafia Kriminal

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O Perde Pão...


Uma bela frase proferida pelo camarada valete foi: “o Bush não ejacula esperma, ejacula gasolina...”
Não sei quanto a vocês mas acho que cada vez mais o petróleo controla a nossa vida, aumenta o barril aumenta tudo o resto, principalmente nesta ilha...
Como pudemos, nós seres humanos deixar que um simples liquido escuro domine a nossa economia, fazer com que crie guerras, miséria e desordem. um individuo quase que dá o rabo e três tostões para poder comprar um destes barris e vender com um lucro de 200%... O produto está tão escasso, que as grandes multinacionais parecem agarrados desesperados para chutar na veia.
A vida começa a tornar se miserável, um pais como este não suporta estes aumentos, ainda por cima com a taxa de importação que tem, todos os produtos alimentares sofrerão drásticos aumentos e a vida ainda será mais miserável.
O capitalismo dá nestas coisas, o monopólio fica nos estados unidos e os países “ricos”, enquanto os pobres apodrecem na miséria, mas que interessa isto a visão capitalista, eles sabem que nem vira um messias nem um novo "Ché" por isso eles não serão parados.
Existem as energias alternativas, porque é que eles não desenvolvem mais o lado bom destes recursos? Obvio, porque eles não podem gastar dinheiro nestas ninharias, têm que fabricar armas, elas é que defendem as jazidas com a ajuda de milhares de guerrilheiros que dão a vida por uma causa perdida e sem motivo.
Injusto, cruel ou maldoso? Digamos que simplesmente aquilo que o povo merece, como o valete disse: “quatro em quatro anos votam naqueles que vos enrabam...”

quarta-feira, 16 de julho de 2008

To Like...


Hum gostar de alguém, coisa esquisita esta, sentir algo incontrolável, pensar só numa coisa, sozinho ou acompanhado, só nela é que dá para pensar.
Passamos uma vida inteira a procura de uma vida que queira partilhar a sua vida connosco, em vez de uma encontramos várias, apesar de essas tantas nunca se poderem igualar com a aquela vida que damos a vida em conquistar...
Finalmente está tudo ao nosso alcance, os lábios, o coração e o corpo, está lá tudo, tudo para nós, e nós partilhamos territórios, até que o momento chegue da despedida, ai fica-nos o sabor amargo de uma chávena de cappuccino acabado de beber, sempre com o desejo de voltar a vela cheia, a chávena, mas nunca nos esquecemos do sabor da primeira golada...
Amor algo muito difícil de conquistar, algo demorado, é necessário partilhar uma trilha muito longa até chegar ao ponto de se amar, seria quase o cume do everest, com a mesma sensação asfixiante pela falta de oxigénio e com satisfação de ter conseguido algo inédito.
Saudades, a palavra que so existe em português, apesar disso o sentimento pode ser descrito so com um olhar. Como é o olhar da saudade? É este que está nos meus olhos, perdido numa imensidão de dilemas, todos eles por resolver, mas com a resolução na ponta do fio que está presa ao teu coração...

This is like a love letter, you can copie it and send it to your other half...^_^

terça-feira, 15 de julho de 2008

Des(ilusão)


Depois de muito tempo a matutar na minha cabeça, com uma ligeira alteração do meu cociente, cheguei a uma conclusão que se calhar um bilião de pessoas já chegaram. A desilusão é a realidade. Em que pontos?
Se nós impusermos as condições de que uma ilusão é uma imagem, ou paralela ou distorcida da realidade então a desilusão é como o mergulhar outra vez no mundo em que vivemos. Se vivemos iludidos então a nossa realidade não é a mesma que aquela que nos rodeia, é claro que cada um vê o mundo com os seus olhos, mas se uma pessoas realmente está iludida então essa mesma realidade torna-se surreal. Neste ponto a desilusão é o choque entre estes dois estados, e quando chocamos nestes mundos ai acordamos.
Existem também umas tribos australianas que dizem que o tempo deles de realidade é aquele que eles passam a dormir, será isso uma ilusão ou será isso a desilusão do mundo real? Podemos só concluir que muitas vezes usamos demasiado mal este termo, confundimos demasiadas vezes a desilusão com a decepção.
Já estou demasiado iludido no meu pensamento...