quinta-feira, 29 de maio de 2008

Stop!


Há alturas onde a nossa cabeça se torna um autêntico poço. Nesse poço parecem cair todas as informações, tanto porcarias como as boas coisas. Chega a uma altura que o poço transborda e a nossa cabeça fica um caos.
É verdade que mesmo no caos encontramos uma certa organização desde que o caos seja o nosso, mas estes caos geralmente são provocados pelos próximos.
Chegam estes momentos onde devemos tomar uma atitude. Aí é que está a problemática.
Todos sabemos que temos que tomar uma atitude mais cedo ou mais tarde, todos temos que enfrentar isso, so que esta nossa atitude poderá ter muitos mais prejuízos que aquilo que a nossa pequena cabeça possa imaginar.
O que devemos fazer? Creio que temos que ter imenso cuidado já que esta atitude será condicionada pelo transbordo da nossa cabeça, que nos poderá levar a falsas conclusões.
O que podemos então fazer ao chegar a uma parede que nos obriga a virar para um dos lados para prosseguir com a nossa mundana vida? Será que devemos parar para pensar?
Neste ponto é onde ocorrem todas as discussões. Cada um vai lá chegar, nem que bata com a cabeça na parede primeiro, eu não vou parar para pensar sobre isso, já que assim eu irei entupir ainda mais a minha cabeça, vou simplesmente segui o lema da Nike, “Just do it”

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Recordar é Viver...

Recordar é viver e este blog retrata a minha vida certo? então nada melhor que isso para o post de hoje...
Lembro-me quando ainda vivia na minha tenra idade e ainda n tinha ideias marxistas na cabeça nem problemas com que me preocupar, a idade em que tinha as minha brincadeiras ingénuas.
Como qualquer puto eu não dava valor ao dinheiro, para mim o dinheiro não passava de um bocado de papel com que se fazia trocas e trocas até que caísse um doce na minha mão. Naquela altura o dinheiro ainda era "capim" e eu sem pedir autorização a minha mãe levei 500 escudos da carteira dela, 500 escudos são hoje se calhar 2.50 euros, mas o dinheiro tinha muito mais valor naquela altura. O que é que um pai ou uma mãe iriam pensar sabendo que o filho levara uma nota de 500 escudos, pensariam que já estava metido nos maus vícios, tabaco ,drogas, álcool, essas coisas... Mas não, não foi isso que aconteceu.
Quando peguei na nota fui com ar quase superior até ao café ao lado, abri a porta de uma maneira para parecer "cool", e entrei com a minha maior "pausa" possível.
Chego ao balcão, tiro a nota do bolso e com um violento "clap" colo a nota ao balcão de mármore. naquela altura eu ainda não chegava ao balcão por isso a imagem era bastante ridícula, já que o senhor Zé Vaz so via uma mão pequena e branca com uma nota na mão.
- eu quero uma pastilha, e é já!! (uma pastilha custava 5 escudos na altura)
O senhor Zé olhou para todos os lados para verificar se era uma partida ou não e olhou para mim e agarrou na nota.
O senhor Zé nem me deu o troco de 495 escudos mas deu-me a pastilha. Essa teria sido a minha primeira compra autónoma e sentia-me extremamente orgulhoso.
ao final do dia o meu pai sempre bebia umas cervejas no Zé Vaz e nesse dia eu fui com ele.
- Epá. Ó Nuno, o teu filho hoje veio aqui pedir me uma pastilha com uma nota de 500 paus, foste tu que lha deste?
o meu pai olhou para mim com um olhar aliviado, e ao mesmo tempo de zangado e disse para mim:
- Não estou triste contigo mas estou muito desiludido.
foi uma das piores coisas que me disseram na vida, aquele olhar triste do meu pai, aquela admiração que tinha, e ele estava desiludido comigo.
nesse dia eu próprio me pus de castigo.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Efeito Borboleta!


Se repararmos bem a nossa vida nunca foi nossa, a nossa vida é dos outros.
São os outros que nos dão vida, tudo começa com os nossos pais, depois os nossos amigos, depois as nossas namoradas...
Se vivermos num mundo sozinho a nossa vida não teria nenhum significado.
Qual é a graça de acordar de manhã sem ter que pensar em alguém para amar ou odiar, para alegrar ou desanimar, para receber carinhos ou bater...
A nossa vida é uma sucessão de acontecimentos que desencadeiam novas experiências umas boas outras más. A onda não se restringe so ás nossas vizinhanças, a nossa vida está ligada a um equilíbrio mundial, é necessário alguém nascer para outro morrer, é preciso nascer um cabrito para podermos comer um outro. Tudo isto é o “efeito borboleta”, eu morro hoje e alguém vai nascer amanhã, eu morro hoje e alguém vai ficar contente e outro alguém vai ficar triste...

sábado, 10 de maio de 2008

...!?!?!


Epa onde estou, hum não estou no planeta terra, não estou nesta galáxia, não estou.... e acordo com uma chapada, a bêbada era tão grande que já não me conseguia aguentar em pé, cada um deles pesava 50 toneladas, não via nada a minha frente, deve ser do sol, já que a ultima vez que lembro ter estado em casa foi há 3 dias... que cruel não me deixavam ir para casa, quero repousar a cabeça, encontrar o meu sitio perfeito para conseguir despertar os sentimentos mais ideais alguma vez alcançados por um ser humano bêbado e pedrado... não me culpem, estar assim durante três dias cansa, já nem sei onde a minha casa foi parar, estava numa espécie de deserto ou será isto uma miragem do sol ardente?... Não sei mas os meus colegas simplesmente me guiavam o caminho ate o próximo bar, já não aguentava mesmo a cabeça já estava a bazar, o efeito estava a passar, a ressaca estava a chegar e... Xau ate a próxima....
Acordei algures num espaço e tempo indefinido onde nem se pode imaginar estar... mas olhando melhor, sim era o meu quarto, inacreditável!
viro-me e ali está o relógio a bater as 3 da manhã, mas o dia, tinha já passado uma semana desde a ultima vez consciente??
Não, Não pode ser, como pude perder uma semana da minha vida, não acredito, apesar de me estar cagando pro futuro, uma semana do meu passado... parece que simplesmente fiz um "fast forward" da minha vida...
Mas demasiada dor de cabeça para pensar agora, viro me para um lado vomito algo parecido com uma gosma roxa e viro-me para o outro lado, durmo...
Dia seguinte, 3 da manhã de domingo finalmente consigo estar de pé a cabeça não me martirizava tanto, agora procurava os meus amigos, mas como encontra-los se estava no meu quarto, que estupidez a minha,
- Nuno ganha juízo
- sim, sim, vai mas é a merda consciência não quero saber de ti, sempre me levas-te a ruína...
pego o telefone e procuro na lista por um nome conhecido. a lista estava vazia, parecia impossível, eu conheço tanta gente que nunca me iria deixar pendurada.
Nomes. Nomes de pessoas, não tinha o nome de ninguém na minha cabeça. Será que os tinha esquecido todos, será que aconteceu alguma coisa nesta semana onde alcool passou se a confundir com o sangue?
Hum estranho, sentia que tinha as pessoas ao meu lado, quase sentia que as podia tocar quando fechava os olhos, mas não as conhecia, sentia que gostava delas apesar disso não conhecia o rosto delas... tudo parecia estranho para mim, sentia que não pertencia a este lugar, sentia que o lugar onde devia estar seria o cemitério...
Apesar desta confusão gerada na minha cabeça, pensei mesmo em limpar a porcaria que tinha feito no dia anterior e comecei por limpar o vomito...
45 min depois o quarto estava arrumado, já não cheirava a uma mistura de vodka com absinto, agora cheirava a margaridas de primavera " que aroma estúpido de se extrair"!!!
- puxa vida, o que é que eu fiz para o merecer?
Sentei-me no canto da casa, para meditar, precisava de pensar, precisava de pensar nos nomes das pessoas de quem gostava...
- sinto o teu perfume, é amargo e doce, dá-me frios e arrepios... mas qual o teu nome...?
3 horas depois e nada. O cheiro dela não me saia da cabeça, parecia que faltava uma peça no puzzle para que tudo encaixasse até que finalmente encontrei a resposta... enchi-me de coragem, abri a porta com violência e descia as escadas do edifício, aquilo tudo não parecia novo, desato a correr pela rua não sabia onde ia, simplesmente seguia os meus pés. Eles pararam, estava a frente da casa dela o coração parecia estar a rasgar o peito, chamo por ela e nada, ninguém responde, mais uma vez desta vez quase que gritava, mais uma vez nada. Tentei mais umas 3 vezes até que uma pessoa estranha veio e disse:
- Ela já foi embora, foi embora exactamente ha uma semana...
Não queria ouvir mais, a única pessoa de quem me consegui lembrar tinha ido embora, mais uma vez a vida deixava de fazer sentido... para mim eu tinha morrido ali, naquele momento. Agora dou por mim a pensar será que valeu mesmo a pena, esperar por uma pessoa inalcançável?
- cala-te consciência, não te quero ouvir, se valeu ou não a pena não interessa ao menos eu tentei...
Eu sabia que desta vez a minha consciência até que foi pertinente, mas o que me interessa saber se valeu ou não a pena, sempre luto por aquilo que acho que é o mais correcto para mim, e tenho a certeza que ela me iria fazer bem.
Naquele momento ali, renasci, parecia ter começado dentro de mim uma nova etapa, já me lembrava de todos os nomes, todos os meus amigos e sim eles nunca me tinham abandonado, eles tinham me avisado que aquela não seria a melhor maneira de encarar a situação presente. so que, não lhes dei ouvidos como sempre... obrigado a eles e obrigado por fazerem da minha vida algo que vale a pena viver.

Rain!


Sim a chuva, aquele aglomerado de moléculas de h2o que se fazem cair do céu com o objectivo de renovar o ciclo da água e manter a vida como ela é. Agora a chuva é muito mais que isso, cada gota de água que cai para a seca terra da miserável vida que vivemos transforma-se em um som único que faz os nossos ouvidos atenciosos escutadores de uma orquestra natural.
Após desta desalmada queda de gotas, a terra transmite uma melancolia apaziguadora, que nos tranquiliza a mente, espirito e corpo. A chuva é compreensivamente fria e objectiva mas apega-se tanto aos nossos sentimentos, que simplesmente os leva ou os purifica.
Por isso na próxima chuvada libertem-se e oiçam aquilo que querem ouvir já que "elas nos farão renascer a cada momento"...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

think


Dou por mim a fazer aquilo que melhor sei fazer mas que por vezes se torna muito incomodo e inoportuno.... pensar.
Vocês perguntam: pensar que é aquela coisa tão boa que toda a gente devia gostar de fazer já que nem toda a gente sabe como o fazer...
A essas pessoas respondo: pois é o problema é quando começamos a pensar no meio das aulas em barbaridades, do estilo “qual vai ser hoje o meu almoço ou que raio é que estou aqui a fazer nesta aula se de química não percebo nada ou ainda melhor porque raio pessoas como aquela rapariga existem”.
Exacto a maior parte das vezes quando pensamos em coisas é quando houve uma espécie de abalo nas nossas mentes, ou seja não é quando tudo está bem é que pensamos em coisas estúpidas para ficarmos menos bem dispostos mas sim o contrario, quando nos encontramos um bocado perdidos pensar parvoíces é uma muito boa solução com uma alta eficácia.
E vejam só aqui estou eu, esta foi mais uma parvoíce em que pensei, as coisas funcionam assim, claro que não vou generalizar os casos, aquilo que se calhar funciona comigo pode não funcionar com vocês mas “give it a try”.

terça-feira, 29 de abril de 2008

revelação!


Há momentos que crescem dentro de nós explosões de raiva e dor que se misturando formam um estado de pura decadência mental...
Pensamos que aguentamos tudo, mas não passamos de carne que ingenuamente querem ser os heróis da sua sociedade, mas nem os nossos medos controlamos... Que mal fizemos nós para merecer-mos a ignorância de todos os santos satânicos que nos deviam guiar da forma mais putrefacta possível para que o bem seja irradiado e o nossa mente seja esvaziada de todos os sentimentos como o bom senso...
O verdadeiro protector existente é aquele que nós faz sentir bem e se nós mesmo não sabemos o que é sermos felizes que adianta rezarmos a um Deus que nunca alcançaremos, quem de nós vive uma vida sem pecados?
Tu vais para esquina fumar um charro, tu entras na casa do teu amante e nem pensas duas vezes no teu namorado, tu acabaste de ignorar um pedinte que só queria um pão e ainda acham que conseguem chegar ao céu?
Nem que passem o resto da vida a lamber as botas dos Deuses, vamos cada um po nosso inferno onde passaremos os dias da infinidade a jogar cartas com o nosso semelhante...

terça-feira, 22 de abril de 2008

O Dilema Dos Ouriços Continuação


O ser humano e um ser social, desde que ele foi concebido ele tem como grande necessidade de aproximar-se de outros semelhantes a ele ou quando não semelhantes a ele, seres vivos de qualquer espécie.
O maior medo dos seres sócias não deve ser a morte como muitas pessoas afirmam mas sim o caminho que tomam até que chegue a hora deles.
Há quem tenha medo de entrar no mundo das drogas e não conseguir sair e não conseguir sair, há quem tenha medo de ser superficial, há quem tenha medo de nunca atingir um patamar na sociedade, mas eu acho que o nosso maior medo é ficarmos sozinhos até á morte.
Não suportamos essa ideia, a solidão é um canino com presas gigantescas que nos arrancam a alma com uma só dentada.
Podíamos nos arrastar pelo chão por uma pessoa, mas uma pessoa também nos poderia pôr a arrastar no chão com um não, é assim a lei da vida, não importa o injusto que nos pareça, simplesmente não temos escolha....

sexta-feira, 18 de abril de 2008

o dilema dos ouriços


Os ouriços são aqueles pequenos animais com imensos espinhos que quando ficam com medo ou se sentem ameaçado se enrolam formando uma bola.
Estes pequenos animais sofrem um bocado com o seu sistema de protecção, porque se têm de afastar constantemente dos seus parceiros para que os espinhos não penetrem nos corpos dos seus opostos.
Algo parecido acontece connosco, quando nos aproximamos dos nossos parceiros temos grandes probabilidades de sairmos magoados com a penetração dos espinhos da mentira, e assim enrolam nos numa espécie antipatia que não nos permite aproximar de mais ninguém.
Este é o dilema que sofremos, se nos aproximamos saímos a perder e se nos afastamos saímos a perder

segunda-feira, 14 de abril de 2008

The Dream



em primeiro lugar não confundam esta personagem comigo, apesar de ter algumas semelhanças a história é totalmente fictícia para o azar de alguns.

Acordo com um “olá”, e tudo começou a ficar claro, sinto-me narcotizado, sinto-me leve. Olho á minha volta, vejo um céu azul e uma imensidão de flores amarelas misturando-se com o horizonte. Não está aqui ninguém, eu chamo por esse alguém que acabou de me dizer “olá”, mas ninguém responde e agora dou por mim a pensar o que é que é “olá”, mas o significado não me ocorre.
- Olá, chegaste ao inferno.
Outra vez esta voz, mas porque é que eu cheguei ao inferno se estou rodeado de flores...
- O teu inferno está aqui, o teu maior medo está aqui, isto demonstra aquilo que sentes, não o negues, eu sou aquele que te melhor conhece...
Mais uma vez eu olho ao meu redor e não vejo ninguém, eu estou calmo, não tenho medo e este não parecia ser o sítio que eu mais tenho medo... mas o meu coração está demasiado calmo e pondo a mão no meu peito eu penso... Estarei eu morto? Esta não pode ser a definição de morte, não pode.
Comecei a entrar em pânico, mais uma vez olho á minha volto, agora sinto que algo me está a seguir, paranóia, eu começo a correr e a correr e não me canso, parece impossível, nunca tive tamanha resistência...
Volto a parar, não me mexi do mesmo sítio tudo é o que era, o que faço agora?
Eu fecho os olhos e começo a dormir... agora uma outra voz diz-me:
- Dirk acorda já são quase 6h30...
a cabeça dói-me, eu não quero voltar para a rotina, teria eu sonhado, o que significava aquele meu inferno? De quem era aquela voz? Porque é que todas as flores eram amarelas?
Levanto-me, tomo banho e o pequeno almoço, mais uma vez não bebo café por falta de energia e já sei que este dia não me vai correr bem, simplesmente o sinto. Vou para o meu quarto sem ter falado uma palavra com o meu pai, nem um bom dia ainda lhe dei, não me apetecia falar, a língua tinha se enrolado de uma maneira que nem com um alicate se conseguiria arrancar...
7 horas estou a frente da escola, despenteado como sempre com um uniforme sem ter sido passado a ferro por falta de energia. Começo a andar em direcção á escola, com passadas lentas e pesadas, não queria tomar consciência que tinha que estar ali a manhã toda com outras pessoas, este sim parecia o meu inferno.
A manhã acabou estranhamente de pressa e no fundo estava contente com isso, mas havia algo que faltara nessa manhã, havia uma pessoa com quem eu gostava de ter falado mas ela nem se quer apareceu no meu campo de visão.
Ali estava eu mais uma vez a frente do portão da escola como de manhã, sentia-me frio, gostava tanto de poder abraçar alguém. Toda a gente que estava ali a espera da sua boleia para ir para casa ja tinha ido embora e eu estava ali esquecido por todos, sem ninguém. Finalmente chegou o meu transporte, com uma hora de atraso.
O caminho todo até casa eu não abri a minha boca nem para dizer um “ai”. A cabeça continuava-me a doer, não tinha interesse de falar com alguém a não ser claro aquela pessoa. Saí do carro muito lentamente, abri a porta de casa e ela estava vazia, o meu pai ainda não tinha chegado então deitei-me mais uma vez na cama na esperança de poder compreender aquele sonho.
- Olá mais uma vez...
Voltei a acordar, tenho outra vez este sentimento estranho como da ultima vez, estou me a sentir leve como nunca antes, era aqui que eu queria estar, não quero voltar mais para a realidade, quero ficar neste campo de flores amarelas. Começo a correr sem destino, mais uma vez o meu coração não está a bater, mas desta vez eu nem me importei, não quero saber o que se passa comigo, simplesmente quero aproveitar este momento de sossego.
- eu continuo a dizer, este é o teu inferno, foste tu que escolheste este teu cenário.
Eu parei e desta vez com muita confiança gritei:
- o que queres de mim, porque é que me dizes estas coisas, este sitio é maravilhoso, nunca na vida isto pode ser o meu inferno.
- isto á tua volta são pessoas que tal como tu também estiveram neste sítio e agora descansam aqui ou melhor são atormentadas aqui...
não queria ouvir mais nada, comecei outra vez a correr como se procurasse alguma coisa. A cada passo que eu dava pisava inúmeras flores e comecei a entrar em pânico. E se aquilo eram realmente outras pessoas que tal como eu estiveram neste sítio e se estiveram outras pessoas aqui como eu e elas agora fazem parte do solo o que vai acontecer comigo?
No horizonte encontrei uma cor diferente, era um vermelho cor de sangue, corri nessa direcção e encontrei uma flor totalmente diferente, era uma rosa, mas uma rosa esquisita, esta não tinha espinhos e estava tão lisa que parecia feita de vidro.
Aproximei-me dela com cuidado, parecia que já a tinha visto em algum lado e quando me aproximei ainda mais para a cheirar aquela voz disse-me:
- este é o teu inferno porque é aqui que vais passar a tua eternidade. Foste tu que escolheste este sítio, foste tu que escolheste esta flor e estas cores, tudo isto é o preço que vais pagar por teres cometido um pecado.
- Qual foi esse pecado?
- teres sido diferente, a única pessoa que tem o direito de ser diferente sou eu, o escritor da tua vida.
Ao ouvir estas palavras entendi que não tinha saída, eu ia ficar ali e mais uma vez todos que passassem ali iriam me distinguir. Puxei a rosa......

P.s. decidi deixar este universo onde a personagem se encontra com o nome de "inferno", para dar a minha definição de inferno, não como inferno de dor e pecado.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Este Mundo!

Vejo algumas coisas estranhas ao meu redor como por exemplo os canais de musica...
Fico espantado como a sociedade evolui (ou melhor retrocedeu) ao ponto de pagar-mos por futilidades. Os temas dos nossos entretimentos audiovisuais passaram de criticas sociais e problemas mundiais para gajas, festas, dinheiro e drogas...
Pergunto-me como é que chegamos ao ponto do Snoop Dog cantar R&B, a Britney Spears, a princesa do pop, ser confundida com uma striper e o mais grave é que a culpa é nossa, somos nós que compramos os álbuns e os trabalhos deles...
A degradação da musica é cada vez maior e não parece estar a parar, poucos artistas se importam em escrever uma musica onde critiquem o estado do nosso planeta, que diga que se continuarmos assim em 20 anos só existirá resíduos humanos insuficientes para contar a história da nossa destruição. Mas mesmo que haja estes artistas eles não vão passar na MTV...
Se calhar este fenómeno reflecte a mentalidade dos habitantes do capitalismo, não há outra razão lógica para explicarmos a necessidade desta manifestação superficial...