
em primeiro lugar não confundam esta personagem comigo, apesar de ter algumas semelhanças a história é totalmente fictícia para o azar de alguns.
Acordo com um “olá”, e tudo começou a ficar claro, sinto-me narcotizado, sinto-me leve. Olho á minha volta, vejo um céu azul e uma imensidão de flores amarelas misturando-se com o horizonte. Não está aqui ninguém, eu chamo por esse alguém que acabou de me dizer “olá”, mas ninguém responde e agora dou por mim a pensar o que é que é “olá”, mas o significado não me ocorre.
- Olá, chegaste ao inferno.
Outra vez esta voz, mas porque é que eu cheguei ao inferno se estou rodeado de flores...
- O teu inferno está aqui, o teu maior medo está aqui, isto demonstra aquilo que sentes, não o negues, eu sou aquele que te melhor conhece...
Mais uma vez eu olho ao meu redor e não vejo ninguém, eu estou calmo, não tenho medo e este não parecia ser o sítio que eu mais tenho medo... mas o meu coração está demasiado calmo e pondo a mão no meu peito eu penso... Estarei eu morto? Esta não pode ser a definição de morte, não pode.
Comecei a entrar em pânico, mais uma vez olho á minha volto, agora sinto que algo me está a seguir, paranóia, eu começo a correr e a correr e não me canso, parece impossível, nunca tive tamanha resistência...
Volto a parar, não me mexi do mesmo sítio tudo é o que era, o que faço agora?
Eu fecho os olhos e começo a dormir... agora uma outra voz diz-me:
- Dirk acorda já são quase 6h30...
a cabeça dói-me, eu não quero voltar para a rotina, teria eu sonhado, o que significava aquele meu inferno? De quem era aquela voz? Porque é que todas as flores eram amarelas?
Levanto-me, tomo banho e o pequeno almoço, mais uma vez não bebo café por falta de energia e já sei que este dia não me vai correr bem, simplesmente o sinto. Vou para o meu quarto sem ter falado uma palavra com o meu pai, nem um bom dia ainda lhe dei, não me apetecia falar, a língua tinha se enrolado de uma maneira que nem com um alicate se conseguiria arrancar...
7 horas estou a frente da escola, despenteado como sempre com um uniforme sem ter sido passado a ferro por falta de energia. Começo a andar em direcção á escola, com passadas lentas e pesadas, não queria tomar consciência que tinha que estar ali a manhã toda com outras pessoas, este sim parecia o meu inferno.
A manhã acabou estranhamente de pressa e no fundo estava contente com isso, mas havia algo que faltara nessa manhã, havia uma pessoa com quem eu gostava de ter falado mas ela nem se quer apareceu no meu campo de visão.
Ali estava eu mais uma vez a frente do portão da escola como de manhã, sentia-me frio, gostava tanto de poder abraçar alguém. Toda a gente que estava ali a espera da sua boleia para ir para casa ja tinha ido embora e eu estava ali esquecido por todos, sem ninguém. Finalmente chegou o meu transporte, com uma hora de atraso.
O caminho todo até casa eu não abri a minha boca nem para dizer um “ai”. A cabeça continuava-me a doer, não tinha interesse de falar com alguém a não ser claro aquela pessoa. Saí do carro muito lentamente, abri a porta de casa e ela estava vazia, o meu pai ainda não tinha chegado então deitei-me mais uma vez na cama na esperança de poder compreender aquele sonho.
- Olá mais uma vez...
Voltei a acordar, tenho outra vez este sentimento estranho como da ultima vez, estou me a sentir leve como nunca antes, era aqui que eu queria estar, não quero voltar mais para a realidade, quero ficar neste campo de flores amarelas. Começo a correr sem destino, mais uma vez o meu coração não está a bater, mas desta vez eu nem me importei, não quero saber o que se passa comigo, simplesmente quero aproveitar este momento de sossego.
- eu continuo a dizer, este é o teu inferno, foste tu que escolheste este teu cenário.
Eu parei e desta vez com muita confiança gritei:
- o que queres de mim, porque é que me dizes estas coisas, este sitio é maravilhoso, nunca na vida isto pode ser o meu inferno.
- isto á tua volta são pessoas que tal como tu também estiveram neste sítio e agora descansam aqui ou melhor são atormentadas aqui...
não queria ouvir mais nada, comecei outra vez a correr como se procurasse alguma coisa. A cada passo que eu dava pisava inúmeras flores e comecei a entrar em pânico. E se aquilo eram realmente outras pessoas que tal como eu estiveram neste sítio e se estiveram outras pessoas aqui como eu e elas agora fazem parte do solo o que vai acontecer comigo?
No horizonte encontrei uma cor diferente, era um vermelho cor de sangue, corri nessa direcção e encontrei uma flor totalmente diferente, era uma rosa, mas uma rosa esquisita, esta não tinha espinhos e estava tão lisa que parecia feita de vidro.
Aproximei-me dela com cuidado, parecia que já a tinha visto em algum lado e quando me aproximei ainda mais para a cheirar aquela voz disse-me:
- este é o teu inferno porque é aqui que vais passar a tua eternidade. Foste tu que escolheste este sítio, foste tu que escolheste esta flor e estas cores, tudo isto é o preço que vais pagar por teres cometido um pecado.
- Qual foi esse pecado?
- teres sido diferente, a única pessoa que tem o direito de ser diferente sou eu, o escritor da tua vida.
Ao ouvir estas palavras entendi que não tinha saída, eu ia ficar ali e mais uma vez todos que passassem ali iriam me distinguir. Puxei a rosa......
P.s. decidi deixar este universo onde a personagem se encontra com o nome de "inferno", para dar a minha definição de inferno, não como inferno de dor e pecado.
7 comentários:
Xte post é mt interessante, pk faz-nos pensar que talvez o nosso próprio "inferno" encontra-se mais perto de nós (mais que podemos imaginar) e que, mts vezes, procuramos nas coisas à nossa volta, ou até mesmo nas pessoas, alguma coisa que nos livre desse tal "inferno".
...:/kisses\:...
Olá! I Wangbu. Estou das Filipinas. Você tem um belo blog. Estou tão feliz de visita.gkh
penso que o teu personagem é interessante e pode despertar em pessoas o senso de discernimento entre a realidade e o sonho, culminando depois com a morte.ja o inferno apresentas uma outra face, a tua maneira, o que nao deixa de ser na mesma um inferno onde nao se quer ir nem passar por perto, mas acaba-se na mesma por estar rodeado dele, quando se quer. pois, somos nós próprios que construimos o nosso inferno...
querido colega , confesso-te que estava chei(a ou o) de vontade ler esse post, mas nao o pude fazer devido a dimensao extremamente exagerada do texto
->UM CONSELHO: TENTA SINTETISAR PLEASE, É QUE EU QUERIA TER UMA IDEIA DO QUE SE TRATA ANTES MESMO DE CHEGAR LÁ A BAIXO.
->UMA CERTEZA: APESAR DESTE PEQUENO "LAPSO" ,por ti cometido, o teu blog está deveras interessante, óptimo , para tardes em que em vez das pessoas irem se enfiar em hi5 e companias limitadas , poderiam sempre que possível passar daqui, nem que fosse para deixar uma mensagem assim, como a minha extremamente inopurtuna lo0ol anónima
.... .....
...huuuu....heeee....[sem palavras]...
tal como da 1ª vez que li essa (mais que um simples post) recriação de sentimentos em texto, eu fiquei sem palavras.
Tu, Dirk, ao contrario do k os outros possam pensar, tocas no mais profundo das pessoas com uma subtileza quase que ingénua.
Eu, pelo menos, ao ler esse texto me fiz de protagonista e mergulhei de corpo e alma nos sentimentos de alegria, desespero e frustação aos quais todos ja passamos [e, claro, escondemos].
detesto fazer coments grandes...mas era mesmo necessario dizer-t tudo isso!
Brigada...................Mel&Sal
Finalmente já criaram um texto k me põe arrepiada ( acho eu)..
simplesmente já acredito k o mundo já é um inferno e já existe um em nós...basta sonhar e já estamos la...e até msm acordados " Olá Inferno"
Parabéns para o DIRK
woooww estou a tentar encontrar palavras para descrever esse texto...mas nao as encontro. sabes bem o que penso sobre os teus textos...queres ouvir de novo??
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